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    Beira de Estrada
     


    Montes Claros continuou como base por mais uns dias, e sua localização foi ótima para percorrer a parte mais central da região norte, especialmente na margem direita do Rio São Francisco. Após andarmos por regiões muito planas, fomos para as cidades de Botumirim, Grão Mogol e Itacambira, local de passagem da Serra do Espinhaço. Ao longo do projeto cruzamos várias vezes com essa importante serra, divisora das águas do São Francisco e do Jequitinhonha, e sua presença sempre nos proporcionou belas paisagens e muita água. Foram mais de 20 córregos atravessados sem ponte, uma sensação ótima. No dia seguinte subimos na direção norte até a cidade de Januária, que dias depois seria nossa base. De lá pegamos uma estrada de terra até a cidade de São Francisco, com surpresas fascinantes no caminho. Essa viagem ao Norte não pára de nos surpreender, e aumentamos nossa média de rodagem diária, que era de 300km para 400km. Bom, vamos às fotos, porque o atraso do blog em relação a viagem já esta muito grande!

     

    Saída de Montes Claros pela BR 251, velha conhecida de outras viagens.

     

    Ruínas SA continua forte na sua áera principal: postos de combustível. Eles estão por todo o estado.

     

    Restos das obras do Programa Luz Para Todos na entrada de Botumirim. Vimos essa obra em tudo quanto e canto de Minas, até nas grotas mais complicadas de chegar. Tenho um grande amigo que trabalha em uma das construtoras, e mando aqui um recado pra ele: Zé, vai lá pegar os postes!

     

    Um dos inúmeros córregos que atravessamos. É bom passar por eles em plena seca.

     

     

     

     

    Caminhão estragado bloqueando a pista. Quando se encara estradas nas quebradas, tem que se estar preparado pra tudo.

     

    Igrejinha sendo reformada em Grão Mogol, cidade antiga localizada em um vale com muitas pedras. Aqui, a reforma é ao contrário: o reboco está sendo retirado..

     

    ... para ficar com a mesma aparência da bela Matriz da cidade.

     

    Estradinha novinha, que liga Grão Mogol a Cristália. Vimos essas obras por todo o estado.

     

    Com tantos córregos, era de se esperar que as tradicionais lavadeiras estivessem na área...

     

    Essa flor é a síntese do Sertão: Bela e robusta.

     

    Perto de Botumirim, nem as estradas de terra poupam quem passa por elas.

     

    Passagem pela Serra do Espinhaço...

     

    ... garantia de belas imagens...

     

    ... pois o visual agrada demais, dá vontade...

     

    ... de pegar essa estradinha e sumir no meio dessas montanhas.

     

    Não se lava apenas roupa por aqui. Encontramos o Felipe e a Ana Carolina, dando uma geral na moto do pai.

     

    O dia se acaba de maneira espetacular, e o Beira de Estrada segue adiante...

     

    ... por mais uma região fantástica desse país chamado Minas Gerais.

     

    BR 135, sentido Januária, trombamos com essa cobra feroz no meio da rodovia.

     

    Era de se esperar que, atravessando rodovias do jeito que vimos, acabaríamos encontrando um desses mortos.

     

    Na sinistra 135 tem de tudo.

     

    Mais uma vez encontramos o Pequi temporão, dessa vez Mirabela. O saquinho sai por R$ 5,00. Na época boa, um saco com quase 5 vezes o conteúdo sai por R$ 2,00.

     

    Em Pedras de Maria da Cruz, esse artesanato é a base da economia...

     

    ...e as novas gerações aprendem cedo, como o Diego, de 14 anos. Ele diz que não gosta muito, mas faz pois não existe muita opção na região.

     

    A enorme ponte que atravessa o São Francisco para se chegar em Januária. Já havia falado sobre a falta de pontes no Velho Chico, e essa tem 1km de extensão. Com a estiagem, parte da lateral por onde o rio passa está completamente sem água.

     

    Na estrada de terra que liga a BR 135, essa cena digna do época dos tropeiros. Essa turma de Patos de Minas saiu de Santa Fé de Minas em direção a Bom Jesus da Lapa, percorrendo rotas tradicionais do sertão. Como viajante que sou sempre me emociono quando encontro outros que sentem o mesmo prazer em correr esse mundo.

     

    Vimos bastante abóboras por essas bandas...

     

    Inácio Barros, figura iluminada. Quem deu a dica pra visitá-lo foram os tropeiros da foto acima. Ele nasceu no mato, pois na época do parto, a cidade de São Francisco foi tomada por jagunços, e sua mãe morreu ao dar à luz à ele. Tanta tristeza talvez tenha trazido luz à alma desse homem, cuja conversa simples é um alimento para o espírito. Seu abraço de despedida me passou uma sensação de amizade que a tempos não sentia.

     

    E o dia se acaba em mais um dos ínumeros conjuntos de casa populares vistso por aí.

     



    Escrito por Leo Drumond às 20h37
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