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    Beira de Estrada
     


    Como amanhã inicio uma nova jornada, segue agora o fim da incrível viagem ao Vale do Jequitinonha e Mucuri. Ainda nos arredores de Diamantina, fomos na já conhecida localidade de Biribiri, uma antiga fábrica textil do final do SEC XIX. Depois fomos pra São João da Chapada, e de lá pra Quartéis do Indaiá, uma comunidade remanescente de quilombo. Voltamos também para o trecho entre Diamantina e Serro por terra, e pra nossa felicidade, conhecemos o João de Nico, dono de um rancho abençoado que já haviamos conhecido no dia anterior. No dia seguinte, pegamos a estrada e voltamos pra BH, após 18 dias de andanças pela terra mais hospitaleira das Minas Gerais.

     

    Biribiri, um lugarejo simpatico e tranquilo, mas que no carnaval vira um inferno.

     

     

    Assim como no sentido para o Serro, as estradas do sentido norte, próximas a Diamantina, são belíssimas, com pedras e água para todos os lados.

     

    Mas foi das poucas vezes que vi cruzes em estradas de terra, sinal de que o grande movimento dos turistas acarreta em problemas já conhecidos nas rodovias de asfalto.

     

    Em Quartéis do Indaiá conheci essa simpática família, descendentes de escravos...

     

    ... e após abandonar a estrada e pegar uma trilha...

     

    ... tomar um café, ritual sagrado, símbolo da hospitalidade mineira...

     

    ... fiz um tradicional retrato de família, a boa gente da roça, pedaço vivo da história, onde o progresso (ou seria regresso?) ainda não chegou.

     

    Essas bandas dos arredores de Diamantina também são riquíssimas em história, e existem igrejas por todos os lados.

     

    Mais uma vez na estrada pro Serro...

     

    ... onde conheci essa garimpeira, de muita expressão e pouca prosa...

     

    ... que trabalha pro João de Nico, dono de um dos pedaços de terra mais bela que conhecemos, com muito cerrado, água e diamantes...

     

    ... e nessa bela luz do fim do dia, o João nos convidou para comer um torresmo com mandioca (que ele colheu na hora). Como eu tinha uma cachaça no carro, não faltou mais nada, e a prosa frendeu até tarde da noite. O João é um figuraça, já foi radialista e adora morar na roça.

     

    Antes de ir pra casa, uma parada no tradicional caminho dos escravos...

     

    ... e uma refeição final, um tropeiro de feijão andu, feita pelas incríveis mãos do Vandeka, um mago dos temperos que teve grande colaboração nos 3 (talvez 4) quilos que engordei nessa viagem.

     

    Quem souber o telefone do Bin Laden por favor me avise, pois um idiota constriu uma réplica da Casa Branca na entrada de Diamantina.

     

    Na saída de Diamantina, o tempo seco e muito vento contribuiram muito para alimentar os vários focos de incendio que avistamos.

     

     

    A despedida dos pedrões que caracterizam a região.

     

    A usina eólica é uma paisagem ainda estranha pra nós, mas lá nos países temperados, no desespero da energia, é uma das soluções que eles estão batalhando. Aqui, por enquanto, não representam praticamente nada na geração de energia.

     

    Próximo ao lugarejo de Raíz, encontramos uma meninada brincando a toda, com suas baterias de 220V...

     

    ... bem ao lado de uma cruz, marco da morte de um valentão que aterrorizou a região no meio do século passado. E aqui chega ao fim mais uma viagem do Beira de Estrada.



    Escrito por Leo Drumond às 15h34
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